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Sáb, Nov

Notícias do Sindicato

Será realiza nesta terça (2/5) a AGNE (Assembleia Geral Nacional Extraordinária) que tratará, entre outros assuntos, do estado de mobilização da categoria e da criação dos Comandos Locais de Mobilização. A Direx do Anffa Sindical divulgou o edital da Assebleia no dia 12 de abril. Confira aqui.

O assunto foi deliberado na última reunião da Diretoria Executiva, ocorrida entre os dias 4 e 7 de abril, e influenciado pelo atual cenário político e institucional pelo qual passa o Executivo e as instâncias legislativas. A iniciativa também vai ao encontro das deliberações da AGNE de 10 de abril, que tratou da reivindicação e da falta do cumprimento de diversos itens constantes da última negociação dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) com o Governo, no que diz respeito à pauta administrativa da carreira. São eles, a realização plurianual de concursos públicos para o cargo, a implementação do processo de meritocracia, a reestruturação da Enagro (Escola Nacional de Gestão Agropecuária) e a regulamentação da Lei nº 12.855/2013, que concede o Adicional de Fronteira aos AFFAs e demais carreiras atuantes em regiões fronteiriças

Na prática, o estado de mobilização dá mais agilidade na tomada de decisões que, por ventura, precisem ser tomadas caso haja um cenário adverso aos interesses da categoria.

“Além de podermos nos antecipar nas ações, por meio das nossas instâncias deliberativas, o estado de mobilização nos prepara para um novo período de negociação salarial com o Governo, tendo em vista que o último acordo se encerrou em janeiro deste ano, não sendo descartada a possibilidade, inclusive, de paralisações”, disse o presidente do Anffa Sindical, Maurício Porto.

Reconhecimento – Os desdobramentos da operação Carne Fraca (veja mais aqui), da Polícia Federal são, na opinião do dirigente, uma prova de que questões essenciais como a meritocracia e a recomposição do quadro de AFFAs devem ser implementadas urgentemente, sob pena de prejudicar a credibilidade do país no cenário internacional.

“Ficou evidenciado o aspecto negativo dessas indicações políticas para cargos de atividades técnicas, prejudicando o próprio sistema de fiscalização agropecuária do país. No que diz respeito aos concursos públicos, o próprio ministro [Blairo Maggi] reconheceu tal necessidade. Logo, não estamos pedindo nada que seja além do necessário para o bom desempenho de nossas atribuições, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, consequentemente, para o Brasil”, reiterou Maurício Porto.