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Sáb, Jun

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A repercussão da nota da Abrafrigo, associação nacional que representa pequenos e médios frigoríficos, levou o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) a emitir uma nota em defesa dos fiscais agropecuários. Na semana passada, o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, presidente da Abrafrigo, divulgou uma carta na qual considerou que os profissionais estão ultrapassando suas funções e preocupam-se apenas em punir estabelecimentos.

O CRMV-RS destaca que não há excesso na linha de conduta dos fiscais federais agropecuários, e que as ações dos médicos veterinários dos serviços de inspeção de produtos de origem animal de todas as esferas oficiais levam em conta aspectos que garantam benefícios para a sociedade, promovendo a saúde pública e o combate a fraudes, além de auxiliar na produção sustentável e no desenvolvimento da agroindústria.

O trabalho de inspeção de estabelecimentos de carnes bovina, suína, de frango e de leite, pescado, ovos e demais proteínas de origem animal é o que garante o controle de zoonoses, assim como o índice de conformidade dos produtos inspecionados, garantindo a qualidade e a higiene da proteína animal que chega à mesa dos brasileiros ou é destinada à exportação.

As queixas dos frigoríficos à Abrafrigo quanto ao que classificam como "excesso de rigor" dos profissionais questionam também a carga horária de 48 horas semanais de trabalho permitidas por lei. O CRMV-RS destaca que o crescente aumento dos números do agronegócio é desproporcional ao volume de fiscais médicos veterinários que atuam neste segmento. "A demanda pelo alimento de origem animal deve crescer 1,9% ao ano, porém, não há prospecção de aumento de médicos veterinários oficiais, gerando exposições excessivas destes profissionais a trabalhar acima de suas horas normais, e colocando-os em situações que geram desgastes e não são demonstradas", diz a nota do Conselho, que defende urgência na contratação de novos profissionais.

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