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Sáb, Out

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O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reitera seu apoio e colaboração à Operação Carne Fraca, que deflagrou a sua 4ª fase hoje (1º). 
 
A primeira fase da Operação Carne Fraca foi executada em razão das denúncias feitas por Auditores Fiscais Federais Agropecuários e pelo Anffa Sindical.  Essas denúncias foram apresentadas primeiro ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, ante a inação do ministério naquele momento, a outros órgãos competentes. O denunciante do esquema que envolveu empresários e parlamentares é um Affa, delegado sindical do Paraná à época,que contou com o apoio do sindicato para denunciar à PF. 
 
A entidade destaca que participou ativamente das discussões que resultaram nas modificações no sistema de fiscalização do Mapa logo após a Carne Fraca, ainda em 2017. Várias destas medidas, como a verticalização, o rodízio de auditores nas plantas de inspeção, o reforço de auditorias internas, a participação de Affas em corregedorias, a contratação de novos auditores e o treinamento constante,sempre foram bandeiras históricas do Anffa Sindical.As mudanças realizadas impedem que situações como as denunciadas se repitam. 
 
O Anffa Sindical alerta, porém, que grande parte dos problemas observados em toda a Carne Fraca são resultado de anos ingerência política em cargos eminentemente técnicos e que medidas adotadas para evitar que tal quadro se repita estão sendo revistas, como a necessidade de o superintendente federal de agricultura ser escolhido entre funcionários do ministério.
 
O Anffa Sindical defende que cargos técnicos sejam exercidos por servidores de carreira, que participem de processo de seleção de provas e títulos e tenham experiência na área de maior vocação agropecuária da região onde forem lotados, aos moldes do que já ocorre em outras empresas públicas ligadas ao Mapa, como a Embrapa. 
 
Parece haver uma campanha em prol do desmantelamento da inspeção federal de produtos de origem animal, talvez até com o objetivo de impedir que novas fraudes sejam detectadas e denunciadas por nós. A Romanos, nome da operação deflagrada hoje, se refere a fatos ocorridos antes de 2017 e,dentre os 68 alvos da operação, 22 são affas e 46 são outros profissionais, muitos deles pagos pelas indústrias. Embora o número de servidores públicos envolvidos seja inaceitável, o Anffa Sindical aponta que é indispensável que o trabalho de fiscalização seja feito por servidores do próprio Mapa, o que também foi apontado pelo delegado da Polícia Federal que comandou a etapa de hoje. 
 
O Anffa Sindical defende, como sempre defendeu, que todos que cometeram atos ilícitos sejam investigados, condenados e punidos, como já ocorreu com alguns dos auditores e empresários identificados na primeira fase da Carne Fraca. Cobra, porém, que os políticos denunciados, inclusive pelo ex-superintendente pivô da Operação, também sejam investigados.
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