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Sex, Fev

Notícias do Sindicato

No Dia do Farmacêutico, comemorado em 20 de janeiro, o Anffa Sindical gostaria de prestar uma homenagem a todos os profissionais dessa área, mas, especialmente, os colegas AFFAs desta formação que demonstram, no dia a dia, seu papel fundamental na fiscalização de produtos agropecuários.

Afinal, é nas análises feitas nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs), como também no registro de produtos veterinários, bem como na adidância, e fiscalização de bebidas, entre outras, que essa especialidade mostra sua essencialidade e sua importância no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Os primórdios do trabalho do farmacêutico no Mapa são lembrados com saudosismo pela AFFA farmacêutica Matilde Razski Ferreira. Aposentada desde 2014, ela passou a fazer parte do quadro de servidores do ministério em 1980. Foi no antigo Lara (Laboratório de Análise de Produto Animal), hoje Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Minas Gerais, que a AFFA começou suas atividades e se sentiu realizada enquanto profissional. “A relevância do nosso trabalho dentro do MAPA é muito grande e me sinto contemplada ao longo da minha passagem como AFFA farmacêutica. Temos um currículo amplo para trabalhar em várias áreas do Ministério. Por isso, devemos nos orgulhar dessa missão e fazer o possível para contribuir para a carreira”, resumiu.

Na ativa desde 2008, o AFFA Roberto Carlos Rocha de Moura endossa os conhecimentos adquiridos durante a formação, sobre tecnologia farmacêutica e química, que permitem a atuação em diversas etapas da fiscalização. “Temos o conhecimento da área, principalmente no momento da produção dos medicamentos de uso veterinário”. Ele cita a atuação indispensável desse profissional na área avícola, por exemplo. “Basicamente, o frango vive de 42 a 45 dias e, nesse período, ele toma várias vacinas e medicamentos para ser abatido nesse prazo. A fabricação desses medicamentos com qualidade, além de padrões a serem seguidos, é o que nós, farmacêuticos, juntamente com os médicos veterinários, fiscalizamos. Então, por meio desse trabalho, conseguimos garantir a qualidade dos produtos veterinários que são fabricados, distribuídos e comercializados”, explicou.

Apesar de saber da importância dessa atuação, o colega lotado SISA/SFA/PB afirma que ainda falta reconhecimento da sociedade. “Infelizmente, as pessoas não enxergam o trabalho, não só dos farmacêuticos, mas das outras formações relacionadas à segurança alimentar. As pessoas ainda não têm a ideia do trabalho desempenhado para que elas possam ter à mesa os alimentos com qualidade e sanidade necessárias”.

Para a AFFA Lourdes Cristina Schaper, a percepção é de que ainda existe pouco conhecimento acerca da importância dos farmacêuticos no âmbito do Ministério da Agricultura. “Quando entrei, em 2007, acreditava que o farmacêutico atuasse apenas nos LFDA (antigos Lanagros). Aos poucos fui conhecendo colegas na fiscalização de produtos veterinários, de insumos de origem animal, vegetal e colegas que atuam inclusive defendendo interesses do Brasil, em grandes negociações internacionais relacionadas ao agronegócio. Diante desse pouco conhecimento sobre o trabalho dos farmacêuticos no Mapa e sua importância tanto para a saúde dos animais, a saúde humana e para o Agronegócio fica evidente a necessidade de uma maior divulgação dessas áreas de trabalho, sobretudo, para mostrar aos estudantes de farmácia e farmacêuticos que existem outros modos de atuar, além daqueles para os quais as universidades nos formam, geralmente restritos à indústria farmacêutica humana e drogarias”, ressaltou.

Atualmente, Lourdes atua na Coordenação de Fiscalização de Produtos Veterinários, no Departamento de Saúde Animal, da SDA. Por trabalhar na área de fiscalização de produtos veterinários, ela constata a valiosa contribuição dos AFFAs farmacêuticos para a melhoria na qualidade dos medicamentos veterinários, seja pela sua responsabilidade na análise de partes específicas do processo de registro no MAPA, seja porque compõem as equipes de fiscalização dos estabelecimentos que fabricam, manipulam ou comercializam produtos veterinários.

Porém, a necessidade desse profissional esbarra no déficit de mão de obra. “Percebo uma carência de mais farmacêuticos no quadro do MAPA, tendo em vista a grande demanda de processos de registro, renovação e alteração de registro de produtos veterinários bem como de empresas a serem fiscalizadas. Soma-se a toda essa demanda a necessidade de revisão e atualização contínua da legislação, do incremento das análises de fiscalização dos produtos que estão no mercado e da fiscalização pós-registro, com base em dados de farmacovigilância”, disse.

Ela cita ainda a Lei da Liberdade Econômica, que forçou a Secretaria de Defesa Agropecuária a adotar prazos para responder demandas nem sempre compatíveis com o quadro de Auditores Fiscais Federais Agropecuários que atuam em cada área. “Especificamente com relação aos farmacêuticos, percebe-se que o número está muito aquém do ideal. Sabendo disso, meu anseio é que a alta gestão do MAPA consiga autorização para convocar concurso público contemplando vagas para farmacêuticos, em número suficiente para que o setor tenha suas demandas atendidas em tempo razoável e que os anseios da sociedade também sejam atendidos, no que tange à qualidade dos produtos”, completou.

Novo certame - A edição de concurso público para AFFAs farmacêuticos e para as demais formações da carreira está entre as pautas mais defendidas pela Direx nesta gestão. Afinal, o sucesso do agronegócio brasileiro – incluindo os AFFAs farmacêuticos – depende desses profissionais! São eles que garantem a qualidade dos produtos, abrem mercados internacionais e cuidam da saúde dos consumidores.

Na primeira semana do ano, a diretoria esteve reunida com a ministra Tereza Cristina e defendeu a necessidade de recomposição do seu quadro no serviço público. Assim como o aumento do efetivo, a Direx continuará envidando esforços nas pautas que valorizem a categoria e os AFFAs! 

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