Expectativa do estado do Mato Grosso para o reconhecimento internacional livre de febre aftosa sem vacinação

Espera-se para última semana do mês de maio de 2021, que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emita o parecer de reconhecimento internacional de novas zonas brasileiras livres de febre aftosa sem vacinação, dentre eles, parte do Mato Grosso

Espera-se para última semana do mês de maio de 2021, que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emita o parecer de reconhecimento internacional de novas zonas brasileiras livres de febre aftosa sem vacinação, compostas pelos seguintes estados: Acre, Rondônia, partes do Amazonas e Mato Grosso, que compõem o Bloco I do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), além de Paraná e Rio Grande do Sul.

Como consequência, os representantes da cadeia produtiva de Mato Grosso vislumbram um potencial aumento nas exportações de carne e outros produtos de origem animal, com a abertura de novos mercados que exigem a condição de livres de febre aftosa sem vacinação, tais como Japão, Coreia do Sul, Canadá e outros.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alinhado com as ações da OIE e com as diretrizes do PHEFA, desenvolveu o Plano Estratégico do PNEFA, iniciando em 2017 e encerrando em 2026, no qual contempla uma séria de melhorias na vigilância veterinária, inquéritos epidemiológicos e desenvolvimento de ferramentas para tornar o Brasil gradualmente livre de febre aftosa sem vacinação.

Foram realizadas diversas reuniões com os representantes do serviço veterinário estadual, iniciativa privada, federações, associações e sindicatos para a concepção dos blocos geográficos, ficando o Mato Grosso pertencente aos Blocos I e IV. “Periodicamente, nos reunimos para analisar e debater as ações a serem desenvolvidas e implementadas”, informou o Auditor Fiscal Federal Agropecuário, Dieneson Bourscheid.

Por meio da Instrução Normativa nº 52, de 11 de agosto de 2020, os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e regiões dos Estados do Amazonas e de Mato Grosso foram reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação.

Conforme Bourscheid, a retirada da vacina, incialmente estava prevista para maio de 2021, contudo, foi suspensa pelo Mapa, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, que prejudicou o andamento das ações e medidas que estavam em execução nos estados brasileiros. “A informação foi repassada no dia 15 de julho de 2020, pelo diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Geraldo Moraes, durante videoconferência, que reuniu representantes dos serviços veterinários oficiais e da iniciativa privada, dos dez estados que compõem o Bloco IV. Diante disso, ficou programada uma nova avaliação do andamento das ações para o ano de 2021. O estado espera que, após 2022, o Bloco IV também seja declarado livre sem vacinação, contudo isso dependerá dos resultados obtidos durante esse período de pandemia”, acrescentou.

Para o AFFA, as expectativas são as melhores, uma vez que o custo apenas com a vacinação é de aproximadamente R$ 86 milhões, por ano, para o produtor rural mato-grossense. “A produção de Mato Grosso supera significativamente o consumo interno, por isso a possibilidade de abertura de novos mercados internacionais é muito aguardada, finalizou.

Também participaram do processo as Affas Alzira Catunda – DDA, Angela Vieira (atualmente no SISA-MG) e Janice Ioris Barddal - chefe do SISA-MT.

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