Expectativa de Rondônia quanto ao reconhecimento internacional livre de febre aftosa sem vacinação

Espera-se para esta semana, que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emita o parecer de reconhecimento internacional de novas zonas brasileiras livres de febre aftosa sem vacinação, dentre eles, Rondônia

Espera-se para esta semana, que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emita o parecer de reconhecimento internacional de novas zonas brasileiras livres de febre aftosa sem vacinação, compostas pelos seguintes estados: Acre, Rondônia, partes do Amazonas e Mato Grosso, que compõem o Bloco I do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), além de Paraná e Rio Grande do Sul.

Como consequência, os representantes da cadeia produtiva de Rondônia vislumbram um potencial aumento nas exportações de carne e outros produtos de origem animal, com a abertura de novos mercados que exigem a condição de livres de febre aftosa sem vacinação, tais como Japão, Coreia do Sul, Canadá e outros.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alinhado com as ações da OIE e com as diretrizes do PHEFA, desenvolveu o Plano Estratégico do PNEFA, iniciando em 2017 e encerrando em 2026, no qual contempla uma séria de melhorias na vigilância veterinária, inquéritos epidemiológicos e desenvolvimento de ferramentas para tornar o Brasil gradualmente livre de febre aftosa sem vacinação.

Rondônia é um dos estados que integra o Bloco I, juntamente com Acre, treze municípios do Amazonas e alguns do Mato Grosso, locais que já possuem o status de livre de aftosa com vacinação.

Conforme o Auditor Fiscal Federal Agropecuário, chefe do Serviço de Fiscalização de Insumos Pecuários e Saúde Animal (SISA/RO), João Aranha, há diretrizes para conseguir a retirada da vacina, como fortalecer as medidas de prevenção, reduzir as vulnerabilidades da febre aftosa em todo país, aprimorar a capacidade dos serviços oficiais nos estados, fortalecer parcerias público-privada e contribuir para as ações da defesa agropecuária. “A partir dessas principais diretrizes foram elencadas 126 ações pontuais a serem realizadas pelos serviços públicos federal, estadual e as entidades privadas, pecuarista e o próprio produtor rural. Com as ações sendo verificadas pelo Ministério da Agricultura, autorizou-se a transição para a retirada da vacina, oficializada pela publicação, por parte do Secretário de Defesa Agropecuária, da Instrução Normativa nº 23 de 29 de abril de 2020, proibindo o ingresso e incorporação de animais vacinados no Bloco I”, acrescentou.

 Os estados do Rio Grande do Sul e Paraná juntaram-se ao Bloco I e solicitaram o adiantamento da retirada da vacina. Com a publicação da IN 36 de 29 de abril de 2020, ficou proibido o comércio da vacina contra febre aftosa nos estados deste bloco para o Rio Grande do Sul. “Em Rondônia, a última vacinação foi em novembro de 2019. Segue sem vacinação, com previsão de reconhecimento internacional em maio/2021, como livre de aftosa sem vacinação”, afirmou Aranha.

Para o chefe da Divisão de Defesa Agropecuária da SFA/RO, Elias Robles Soliz, a participação do Affa teve e tem extrema relevância no processo de chegar à Livre de Febre Aftosa sem vacinação. “Trabalhamos nesse processo penoso e árduo, juntamente com os fiscais do Sistema Veterinário do Estado. Óbvio que os Affas são os que nortearam o caminho a ser seguido, avaliaram e autorizaram as condições de execução dos procedimentos a serem implementados”, enalteceu.

 

Perspectivas

Com o estado de Rondônia livre de febre aftosa sem vacinação, diversos benefícios serão incrementados, como a diminuição de custo com a vacinação para o produtor rural, também redução da perda de carne, uma vez que aplicada a vacina, alguns animais apresentam uma reação inflamatória no local de aplicação. “Há sempre a perspectiva de novos mercados. Existem países que só importam carne oriundas de zonas livres de febre aftosa sem vacinação, como Japão. Temos dificuldade de exportar carne in natura para os Estados Unidos, devido à diferença de status sanitário. Atualmente só exportamos carne sem osso para União Europeia”, destacou.

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